Maré Negra no Planeta Petro-Dependente.
Contra fatos não há versões...
100 mil barris de petróleo por dia contaminam num fluxo totalmente fora de contrôle o Golfo do México da plataforma flutuante da British Petroleum (BP) (em 20 d abril do mês passado), afirmam em veementes depoimentos perante subcomissão do Congresso norte-americano que investiga as condições da catástrofe ecológica, Steve Werly, professor da Universidade de Purdue, e outros cientistas de renome e credibilidade.
Enquanto, simultanea e descaradamente, autoridades federais e representantes da BP referiam-se a um vazamento de "apenas" 5 mil barris por dia e até argumentam que o maior volume deste vazamento está sendo recolhido.
"Eles mentem. Aquilo que recolhem é somente um pequeno percentual do vazamento total", declarou Werly. Se forem confirmados os piores cenários dos cientistas, mais de um mês de vazamento de petróleo já foi o suficiente para criar uma mancha de petróleo com extensão de 18.184km. A distância entre Nova York-Buenos Aires ida e volta.
Se, contudo, forem verdadeiras as afirmações da BP e o vazamento é menor, a mancha de petróleo não deveria superar hoje a distância entre Nova York e Washington. Entretanto, de acordo com os cálculos mais pessimistas, o volume de petróleo que vazou ao mar é 12 vezes maior do que aquele que provocou a catástrofe do petroleiro Exon Valdez, no Alasca, em 1989.
Cenário desolador...
A mancha de petróleo já está atingiu o sul do Delta de Mississipi e ameaça as costas de Louisiana. Nos últimos dias, imensas camadas de petróleo atingiram as ilhas localizadas no ponto em que o Rio Mississipi atinge o mar, formando uma gigantesca zona vermelha escura. "É aquilo que esperávamos que não acontecesse, mas sabíamos que aconteceria", disse Andy Newman, professor-assistente de Ecologia, na Universidade Estadual de Louisiana. Também, Edwin Standon, chefe da Guarda Costeira declarou que não exclui o caso de as autoridades "atearem fogo nos pântanos de Louisiana, para limpá-los do petróleo com incêndios controlados", mas destacou que "algo assim constitui última solução". E arrematou: "Já fizemos isso no passado. É uma tática aceitável para limpar as áreas do petróleo. E podemos fazê-lo apenas uma vez". Laboratório atende à BP Indenizações totalizando US$ 42 milhões (isto é, US$ 4,2 milhões cada um) exigem dez sobreviventes da catástrofe provocada pela explosão na plataforma flutuante da BP, em 20 do mês passado. "Estes casos ficarão pendentes por muitos e muitos anos", disse Antony Bazbee, advogado dos sobreviventes.
"O mundo estava em pânico. Urravam e pulavam na água para se salvar. Com todas aquelas explosões você só tinha duas opções: Ou se queimar vivo ou pular na água para, quem sabe, se salvar", disse Steven Davis, texano de San Antonio, um dos sobreviventes, que ainda denunciou: "Junto com outros colegas seus que sobreviveram, passamos 40 horas em isolamento total após a catástrofe por que a BP não nos permitia sequer telefonarmos às nossas famílias".
A grande farsa...
Equipes de especialistas coletam febrilmente água e amostras de organismos marítimos para realização de análises. Estão sendo gastos centenas de milhões de dólares, porque os dados coletados serão utilizados pelo governo federal dos EUA e os tribunais para sustentarem as reivindicações de indenizações que deverá pagar a BP, proprietária da plataforma flutuante.
Mas, segundo revelou o The New York Times, o laboratório escolhido e contratado pelas autoridades norte-americanas para analisar todas as amostras coletadas pertence a uma empresa de prestação de serviços de petróleo e gás natural, com sede no estado de Texas, cujo maior cliente é, nada mais e nada menos, do que a própria British Petroleum (BP), proprietária da plataforma flutuante que explodiu e afundou, causando o maior desastre ecológico da história, Obama só agora resolveu "endurecer" o discurso, assumindo que não sabem como agir do ponto de vista técnico diante de uma tragédia ainda para nós impossível de antever os desdobramentos e consequências, sabemos sim que serão avassaladoras.
Fica a lição, a tecnologia dita "avançada" usada em exploração de petróleo exige-se ser desenvolvida também a tecnologia de prevenir desastres ambientais
Não bastasse o impacto do vazamento de petróleo na costa sul dos EUA, especialistas dizem que a maré negra pode chegar até a Europa, se atingir a corrente marítima do Golfo do México. Correntes marítimas são cursos de água de temperaturas e densidade diferentes que se movimentam no oceano.
A pesquisadora Villy Kourafalou, da Universidade de Miami, disse ao jornal espanhol El País que o líquido pode ser arrastado, a princípio, pela corrente marítima do Lazo, que atua localmente no golfo do México, até a Florida. De lá, o petróleo pode cruzar o oceano de maneira diluída até os países europeus.
O "desastre sem precedentes", como classificou o presidente dos EUA, Barack Obama, parece não preocupar tanto assim os executivos da empresa britânica.
Na terça-feira passada (18), o conselheiro da BP Tony Haywars declarou ao canal Sky News que o impacto do vazamento para a fauna e a flora da região do golfo do México e da costa dos EUA é "muito modesto". - Acredito que o impacto ambiental deste desastre tem sido muito, muito modesto. A Casa Branca não acredita que o pior vazamento desde o acidente com o petroleiro Exxon Valdez - que em 1989 derramou quase 40 milhões de litros de petróleo na costa do Alasca - seja assim tão modesto. Por isso, Obama mobilizou o efetivo da Guarda Costeira e dos serviços de proteção ambiental dos EUA para trabalhar na contenção da maré negra. O presidente americano também encaminhou ao Congresso um projeto para endurecer a legislação sobre compensações por danos em casso de vazamentos de petróleo, que atualmente limita os pagamentos a R$ 130 milhões (US$ 75 milhões). Uma micharia visto o lucro fabuloso que abocanham.
A pesquisadora Villy Kourafalou, da Universidade de Miami, disse ao jornal espanhol El País que o líquido pode ser arrastado, a princípio, pela corrente marítima do Lazo, que atua localmente no golfo do México, até a Florida. De lá, o petróleo pode cruzar o oceano de maneira diluída até os países europeus.
O "desastre sem precedentes", como classificou o presidente dos EUA, Barack Obama, parece não preocupar tanto assim os executivos da empresa britânica.
Na terça-feira passada (18), o conselheiro da BP Tony Haywars declarou ao canal Sky News que o impacto do vazamento para a fauna e a flora da região do golfo do México e da costa dos EUA é "muito modesto". - Acredito que o impacto ambiental deste desastre tem sido muito, muito modesto. A Casa Branca não acredita que o pior vazamento desde o acidente com o petroleiro Exxon Valdez - que em 1989 derramou quase 40 milhões de litros de petróleo na costa do Alasca - seja assim tão modesto. Por isso, Obama mobilizou o efetivo da Guarda Costeira e dos serviços de proteção ambiental dos EUA para trabalhar na contenção da maré negra. O presidente americano também encaminhou ao Congresso um projeto para endurecer a legislação sobre compensações por danos em casso de vazamentos de petróleo, que atualmente limita os pagamentos a R$ 130 milhões (US$ 75 milhões). Uma micharia visto o lucro fabuloso que abocanham.
Uma preocupação : até que ponto esse desastre vai afetar diretamente a vida das pessoas que vivem ali e o que fazer para minimizar no meio ambiente os efeitos impactantes dessa avassalodora tragédia?
mnc
...E a terça parte das águas tornou-se em absinto, e muitos morreram das águas, porque se tornaram amargas...(apocalípse)
Marcadores: British Petroleum (BP)., Golfo do México, lucro desenfreado, mentiras e tramóias, tragpedias ambientais, vazamento de petróleo



