Barrados do Baile: mico dos quinhentos anos...
Eis a vergohosa imagem dos 5 séculos do Brasil que ficou registrada e até hoje circula munda afora...
Índio Gildo Terena pede clemência antes de ser pisoteado pela tropa de choqueO estilo Tucano "Casa grande senzala, só para quem usa black-tie" de celebrar...
Passados 10 anos até hoje me doi lembrar, o festival de barbárie, em que se transformou a festa dos 500 anos do Brasil.
Com o olhar nesse passado não muito distante, olhamos para o futuro, vem aí a copa 2014 e as Olimpiádas 2016. É isso que queremos pra nosso povo?
Deus nos livre e guarde que o anfitrião seja da mesma laia e se repita esse triste episódio vergonhoso da História de nosso glorioso pais...
Deus nos livre e guarde que o anfitrião seja da mesma laia e se repita esse triste episódio vergonhoso da História de nosso glorioso pais...
Preparada aos mínimos detalhes para ser a "masterpiece" do Governo FHC, se tornou o mico do século.
Entre 735 credenciados profissionais da imprensa de todo o mundo, credencial fornecida pelo Ministério das Relações Exteriores, mnc, contratada para cobertura pela rádio Teófilo Otoni AM, alcance Nordeste de Minas (os 3 vales) e extremo Sul da Bahia.
Rebubinando os fatos:
18 de abril : 5 mil militantes do grupo MST, adentram ordeiramente em fila indiana, silêncio profundo marcham pela cidade, 5 mil brasileiros sem voz , mal trapilhos e banhados de suor...Um grupo de "negociadores" do Governo, habilmente conseguiu convencê-los a deixarem a cidade e irem para Eunápolis (64 km), lá seriam “confortavelmente acomodados e alimentados “ e no dia da festa, poderiam retornar a Porto Seguro, em ônibus gentilmente cedidos. Inocentes acreditaram, deram meia volta volver e foram crentes que o acordo seria cumprido.Livres do MST, policiais militares fortemente armados , imediatamente bloquearam a rodovia de acesso a Porto Seguro, já no entrocamento da BR 101, alegavam cumprir ordens da Defesa Civil, a cidade não comportava mais ninguém.Detalhe Porto Seguro não tem Defesa Civil.
O objetivo era evitar que os indesejáveis sem-terra, entrassem em Porto Seguro novamente.O bloqueio foi estendido a turistas e até aos moradores, ninguém não credenciado pelo Ministério das Relações exteriores passava em nenhuma circustância.
Turistas de todos os cantos do Brasil que vinham pela rodovia, mesmo exibindo as reservas de hotel tiveram seu direito de ir e vir, garantido pela Constituição, cerceados.
19 Dia do Índio:
Realizou-se em Coroa Vermelha a plenária de encerramento da Conferência dos Povos Indígenas, reunidos cerca de 3 mil índios de 150 tribos de todo o País.
Realizou-se em Coroa Vermelha a plenária de encerramento da Conferência dos Povos Indígenas, reunidos cerca de 3 mil índios de 150 tribos de todo o País.
Exaltadas, lideranças indígenas se referiam a FHC como "sem palavra".
O ultimo a falar foi o pataxó Luiz Tiliá:
-Amanhã nos vamos fazer uma caminhada até Porto Seguro e a polícia não vai deixar. Quero que cada tribo junte os dez guerreiros mais fortes. Eles vão na frente, porque nois vai passar de qualquer jeito.
Uma vidente previu chuvas e trovoadas em Porto Seguro . Acertou na mosca e na semiótica. O tempo fechou geral em Coroa Vermelha quando cerca de mil integrantes do movimento e mais 500, formado por jovens estudantes, marchavam para a área onde foi realizada a conferência indígena. O objetivo era de solidarizar--se aos índios na caminhada até Porto Seguro.
O ultimo a falar foi o pataxó Luiz Tiliá:
-Amanhã nos vamos fazer uma caminhada até Porto Seguro e a polícia não vai deixar. Quero que cada tribo junte os dez guerreiros mais fortes. Eles vão na frente, porque nois vai passar de qualquer jeito.
Uma vidente previu chuvas e trovoadas em Porto Seguro . Acertou na mosca e na semiótica. O tempo fechou geral em Coroa Vermelha quando cerca de mil integrantes do movimento e mais 500, formado por jovens estudantes, marchavam para a área onde foi realizada a conferência indígena. O objetivo era de solidarizar--se aos índios na caminhada até Porto Seguro.
Eis que surge a tropa de choque. Um manifestante é agredido. Sua companheira tenta defendê-lo e é jogada violentamente ao chão. Forma-se o tumulto. Policiais atiram para o alto, jogam bombas de gás lacrimogêno e baixam o cacete em quem aparece pela frente.
Apavorados, os manifestantes correm para as casas dos pataxós e respondem às agressões com pedradas. Uma das pedras atinge acidentalmente o índio Crispim na cabeça.
Pronto! Dada a deixa para que o comandante da operação mandasse prender cerca de 140 integrantes do "Outros 500". Alegou que estava agindo em defesa dos índios, embora os próprios indígenas categoricamente afirmavam, que a pedrada em Crispim fora acidental.
Entraram em cena os Procuradores da República, a senadora Marina Silva, deputados federais Haroldo Lima e José Dirceu e a deputada estadual Alice Portugal, em vão argumentaram que as prisões eram ilegais e que a violência dos PMs era injustificada. A todos, o comandante respondia com um "não reconheço sua autoridade."
Estava armado o circo de horrores.
Mais tarde, sem se darem por vencidos, índios marcharam para Porto Seguro, encontraram uma barreira do batalhão de choque. Antes mesmo dos índios se aproximarem , Napoleônico o Comandante à frente dando ordens de atacar... Atiraram balas de borracha, gás lacrimogêneo.
Saldo: mais de 30 feridos, entre eles nenhum policial militar.
Jornalistas de todo o Brasil e de várias partes do mundo comentavam a forma truculenta com que a polícia militar agiu.Como disse a senadora Marina Silva, era para deixar bem claro a todos que nesse país lugar de pobre é na senzala, enquanto a classe dominante gozava os prazeres e mordomias da casa grande.
Na "Casa Grande" Vela Branca, Hotel 5 estrêlas, cercado por um forte aparato de segurança, Fernando Henrique e o presidente de Portugal almoçam com convidados. A elite empresarial e política do País.
A imprensa , que aguardava a coletiva ao vivo de FHC, foi confinada num mofado salão desativado do Vela Branca. O seu porta-voz providenciou um aparelho velho de TV, produzido às pressas pela Radio-Bras um pronunciamento cínico FHC fala dos avanços sociais do país, alfinetou os sem-terra e, por fim, fez um brinde com a legítima cachaça brasileira.
Foi a gota d'água que faltava. Deixamos indignados o confinamento e invadimos o saguão do hotel, nos sentamos no chão e cantamos o Hino Nacional (desta vez a truculência ficou por conta dos seguranças e dos burocratas do Itamaraty), mas intimidaram-se diante do quarto poder, armados de inúmeras câmeras e gravadores.
Minutos depois, numa entrevista coletiva montada às pressas, FHC tentou ironizar os fatos e cantou também o Hino Nacional. Errou a letra duas vezes....
O Anfitrião FHC pediu para sair...Previsto para quatro dias abreviou-se a esmirradas três horas e para não ficar de cachorro magro, come e vai embora , o presidente visitou a Cidade Histórica, cumprimentou a simpática família Schürmann que voltava de uma viagem de dois anos pelo mundo, plantou uma muda de Pau Brasil, acendeu a Chama do Conhecimento, viu atores fantasiados de índios e posou para fotos abraçado a baianas do acarajé.
Os moradores da Cidade viram a festa da janela, impedidos que estavam de sair de casa. Era visível a revolta de todos. A imprensa mundial deu amplo destaque à pancadaria e pouco falou das festividades.
Jornais como o New York Times, dos EUA, o Libération, da França, e o Independent, da Inglaterra, falaram da violência contra os indígenas e sem-terra.
A foto do índio Gildo Terena, ajoelhado no asfalto e de braços abertos pedindo clemência aos policiais, saiu na capa dos principais jornais do planeta. A mesma imagem, com a sequência onde Terena é atingido por uma bomba de gás lacrimogêneo e sem seguida pisoteado pelos PMs foi veiculada em centenas de emissoras de televisão.
A metáfora simbólica ápice do vexame dos 500 anos foi a Nau Capitânia, custou uma fortuna e afundou antes de ser colocada ao mar, escancarando o fracasso de uma celebração em que o povo foi excluído de participar.Fernando Henrique foi embora antes de assistir ao espetáculo " O dia em que o Brasil nasceu", misto de teatro e cinema com luzes e fogos de artíficio.
Revoltados porque o show era apenas para convidados do governo e pela colocação de um tapume que impedia qualquer vista do espetáculo, turistas e moradores primeiro protestaram com xingamentos. Depois, jogaram pedras aleatoriamente. Antes que a revolta ganhasse proporções incontroláveis, a polícia chegou e, conhecedores do que havia ocorrido com os índios, estudantes e sem-terras os manifestantes puseram seus rabinhos entre as pernas e se dispersaram.
Entre sarcástico e p da vida, um bêbado comentou:
-Depois de uma confusão dessas, na festa dos 1000 anos do Descobrimento eu não venho de jeito nenhum.
Apavorados, os manifestantes correm para as casas dos pataxós e respondem às agressões com pedradas. Uma das pedras atinge acidentalmente o índio Crispim na cabeça.
Pronto! Dada a deixa para que o comandante da operação mandasse prender cerca de 140 integrantes do "Outros 500". Alegou que estava agindo em defesa dos índios, embora os próprios indígenas categoricamente afirmavam, que a pedrada em Crispim fora acidental.
Entraram em cena os Procuradores da República, a senadora Marina Silva, deputados federais Haroldo Lima e José Dirceu e a deputada estadual Alice Portugal, em vão argumentaram que as prisões eram ilegais e que a violência dos PMs era injustificada. A todos, o comandante respondia com um "não reconheço sua autoridade."
Estava armado o circo de horrores.
Mais tarde, sem se darem por vencidos, índios marcharam para Porto Seguro, encontraram uma barreira do batalhão de choque. Antes mesmo dos índios se aproximarem , Napoleônico o Comandante à frente dando ordens de atacar... Atiraram balas de borracha, gás lacrimogêneo.
Saldo: mais de 30 feridos, entre eles nenhum policial militar.
Jornalistas de todo o Brasil e de várias partes do mundo comentavam a forma truculenta com que a polícia militar agiu.Como disse a senadora Marina Silva, era para deixar bem claro a todos que nesse país lugar de pobre é na senzala, enquanto a classe dominante gozava os prazeres e mordomias da casa grande.
Na "Casa Grande" Vela Branca, Hotel 5 estrêlas, cercado por um forte aparato de segurança, Fernando Henrique e o presidente de Portugal almoçam com convidados. A elite empresarial e política do País.
A imprensa , que aguardava a coletiva ao vivo de FHC, foi confinada num mofado salão desativado do Vela Branca. O seu porta-voz providenciou um aparelho velho de TV, produzido às pressas pela Radio-Bras um pronunciamento cínico FHC fala dos avanços sociais do país, alfinetou os sem-terra e, por fim, fez um brinde com a legítima cachaça brasileira.
Foi a gota d'água que faltava. Deixamos indignados o confinamento e invadimos o saguão do hotel, nos sentamos no chão e cantamos o Hino Nacional (desta vez a truculência ficou por conta dos seguranças e dos burocratas do Itamaraty), mas intimidaram-se diante do quarto poder, armados de inúmeras câmeras e gravadores.
Minutos depois, numa entrevista coletiva montada às pressas, FHC tentou ironizar os fatos e cantou também o Hino Nacional. Errou a letra duas vezes....
O Anfitrião FHC pediu para sair...Previsto para quatro dias abreviou-se a esmirradas três horas e para não ficar de cachorro magro, come e vai embora , o presidente visitou a Cidade Histórica, cumprimentou a simpática família Schürmann que voltava de uma viagem de dois anos pelo mundo, plantou uma muda de Pau Brasil, acendeu a Chama do Conhecimento, viu atores fantasiados de índios e posou para fotos abraçado a baianas do acarajé.
Os moradores da Cidade viram a festa da janela, impedidos que estavam de sair de casa. Era visível a revolta de todos. A imprensa mundial deu amplo destaque à pancadaria e pouco falou das festividades.
Jornais como o New York Times, dos EUA, o Libération, da França, e o Independent, da Inglaterra, falaram da violência contra os indígenas e sem-terra.
A foto do índio Gildo Terena, ajoelhado no asfalto e de braços abertos pedindo clemência aos policiais, saiu na capa dos principais jornais do planeta. A mesma imagem, com a sequência onde Terena é atingido por uma bomba de gás lacrimogêneo e sem seguida pisoteado pelos PMs foi veiculada em centenas de emissoras de televisão.
A metáfora simbólica ápice do vexame dos 500 anos foi a Nau Capitânia, custou uma fortuna e afundou antes de ser colocada ao mar, escancarando o fracasso de uma celebração em que o povo foi excluído de participar.Fernando Henrique foi embora antes de assistir ao espetáculo " O dia em que o Brasil nasceu", misto de teatro e cinema com luzes e fogos de artíficio.
Revoltados porque o show era apenas para convidados do governo e pela colocação de um tapume que impedia qualquer vista do espetáculo, turistas e moradores primeiro protestaram com xingamentos. Depois, jogaram pedras aleatoriamente. Antes que a revolta ganhasse proporções incontroláveis, a polícia chegou e, conhecedores do que havia ocorrido com os índios, estudantes e sem-terras os manifestantes puseram seus rabinhos entre as pernas e se dispersaram.
Entre sarcástico e p da vida, um bêbado comentou:
-Depois de uma confusão dessas, na festa dos 1000 anos do Descobrimento eu não venho de jeito nenhum.
Os construtores navais da idade média puseram no chinelo os de FHC, pelo ao menos a Capitânia de Cabral cruzou os mares além bojador...
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