"Joana: A menina Mártir"

Há pouco tempo publicamos um post sobre a Lei e Síndrome de "Alienação Parentais", sem saber que naquele exato momento, a menina Joana de 5 anos era vítima de sórdidos maus tratos cometidos pelo pai e madrasta.
Decidimos, na época abordar essa pauta, pouco repercutida na mídia, exatamente por perceber as implicações que a mesma traria na sociedade e relações familiares.
O pai monstro de Joana, técnico do Judiciário, usou da lei e do cargo que ocupa para conseguir a guarda da menina, alegando que impedimento da mãe da criança em visitá-la, ganhou na Justiça sua custódia.
Se valendo da influência da profissão "conseguiu" manipular laudos periciais psicológicos e pareceres favoráveis...
O desdobramento dessa decisão teve um fim trágico.
A lei precisa ser revista, não levaram em consideração a... como expresar? "Síndrome da madrasta de Cinderela", poderiámos nos alongar em fundamentar o que seria e o que implica essa síndrome, acho que ainda não catalogada...mas para um bom entendedor, pingo é letra, a própria evocação do personagem dá o tom semiótico.
Desde que o mundo é mundo, salvo raras exceções, madrastas têm ciúme de suas entiadas, principalmente se a entiada for menina e a mesma tiver filhos com o mesmo pai, é da natureza feminina proteger sua prole em detrinimento de crias não suas, os laços de sangue falam mais alto.
A Jurisprudência é farta em casos em que madrastas matam ou levam o pai a matar, taí a Ana Jotabá e agora mais essa tragédia....Quantas mais?
O Judiciário falhou feio nessa decisão ao não levar em consideração as circunstâncias reais que levaram a mãe a querer que sua filha não tivesse contato com o pai.
Á joana que sofreu horrores e pagou com a vida, dedicamos esse post, e clamamos por Justiça, para que outras Joanas, não tenham o memso destino Trágico.
O Estado foi tendencioso e conivente, é culpado pela morte cruel da menina, vamos aos fatos:
O Calvário ... dinâmica de um assassinato hediondo.
O Estado foi tendencioso e conivente, é culpado pela morte cruel da menina, vamos aos fatos:
O Calvário ... dinâmica de um assassinato hediondo.
(Copy/past :Globo web)
RIO - Depois de três meses de investigações e 50 pessoas ouvidas como testemunhas, o delegado Luiz Henrique Marques Pereira, titular da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV), pendeu o pai da menina Joanna Marcenal Marins, de 5 anos, morta em agosto , pelo crime de tortura. O inquérito foi enviado nesta quinta-feira para o Ministério Público Estadual.
O delegado não confirmou, mas é possível que a Justiça decrete a prisão preventiva de André Rodrigues Marins.
Luiz Henrique Pereira explicou que durante as investigações ficou comprovado que a criança sofria maus tratos constantes. Ele encontrou fortes indícios de que o pai a torturava. O pai e a mãe de Joanna, Cristiane Cardoso Marcenal Ferraz, travavam uma batalha judicial pela guarda da criança desde 2004.
Quando morreu, a menina estava sob os cuidados do pai há um mês e vinte dias.
Uma das principais testemunhas do processo foi uma ex-babá contratada pelo pai de Joanna , que contou, em depoimento à delegada interina da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima, Gisele Brasil Vilarinho Faro, que em seu primeiro dia de trabalho se deparou com a criança no canto de um quarto, "deitada no chão, amarrada numa fita-crepe nos pés e nas mãos e toda suja de xixi e cocô (sic)".
Ela contou que, diante do seu espanto, o técnico judiciário disse que a menina estava "daquele jeito" por ter sofrido uma convulsão no dia anterior. Ele teria alegado ainda que seguia "recomendação médica".
Ela contou que, diante do seu espanto, o técnico judiciário disse que a menina estava "daquele jeito" por ter sofrido uma convulsão no dia anterior. Ele teria alegado ainda que seguia "recomendação médica".
A empregada contou também que Joanna não estava de fralda, apenas de calcinha e camiseta regata. A babá teria se oferecido para limpar a criança e colocá-la na cama, mas o pai teria argumentado que a menina sujaria tudo e sua mulher, madrasta de Joanna, Vanessa Maia, "não iria gostar". André teria dito que a filha era "especial".
A psicóloga que atendeu Joanna em seus últimos dias de vida, porém, desmentiu a versão do pai . Segundo Lilian Araújo Paiva, Marins relatou que a menina se debatia muito durante à noite e acabava se ferindo. Ele teria perguntado, de acordo com Lilian, se poderia usar uma luvinha para evitar que Joanna se arranhasse:
- Disse que não via problema em usar uma luvinha, às vezes a gente faz isso para um bebê não se arranhar. Eu jamais diria para ele amarrar as mãos de Joanna. Nunca fiz isso. Laudo do IML apontou meningite viral como causa da morte
No dia 27 de setembro, conforme O GLOBO divulgou, o laudo do Instituto Médico Legal apontou que a causa da morte de Joanna foi meningite causada pelo vírus da herpes.
O pai, que se manteve em silêncio até então, convocou uma entrevista coletiva para falar sobre o laudo, o que causou indignação na mãe da menina .
- O laudo não me responsabiliza. Diz que a Joanna estava em situação de aparentes maus-tratos, mas não relacionou isso ao período em que estava comigo - afirmou André.
A respeito dos hematomas e marcas semelhantes a queimaduras encontradas no corpo da menina, o pai as atribui as sucessivas convulsões sofridas por Joanna:
- O laudo foi incapaz de identificar a origem dessas lesões. Por isso, não tenho nenhum medo de ser indiciado por coisa alguma. Como serei incriminado por algo que os peritos não sabem causa?
André criticou ainda atuação da polícia e prometeu uma recompensa de R$ 3 mil a quem fornecer pistas sobre Alex Sandro da Cunha Silva, o falso médico que prestou atendimento a Joanna no Hospital RioMar, na Barra. Estudante de medicina da Unigranrio, ele teve a prisão decretada, mas está foragido .
A psicóloga que atendeu Joanna em seus últimos dias de vida, porém, desmentiu a versão do pai . Segundo Lilian Araújo Paiva, Marins relatou que a menina se debatia muito durante à noite e acabava se ferindo. Ele teria perguntado, de acordo com Lilian, se poderia usar uma luvinha para evitar que Joanna se arranhasse:
- Disse que não via problema em usar uma luvinha, às vezes a gente faz isso para um bebê não se arranhar. Eu jamais diria para ele amarrar as mãos de Joanna. Nunca fiz isso. Laudo do IML apontou meningite viral como causa da morte
No dia 27 de setembro, conforme O GLOBO divulgou, o laudo do Instituto Médico Legal apontou que a causa da morte de Joanna foi meningite causada pelo vírus da herpes.
O pai, que se manteve em silêncio até então, convocou uma entrevista coletiva para falar sobre o laudo, o que causou indignação na mãe da menina .
- O laudo não me responsabiliza. Diz que a Joanna estava em situação de aparentes maus-tratos, mas não relacionou isso ao período em que estava comigo - afirmou André.
A respeito dos hematomas e marcas semelhantes a queimaduras encontradas no corpo da menina, o pai as atribui as sucessivas convulsões sofridas por Joanna:
- O laudo foi incapaz de identificar a origem dessas lesões. Por isso, não tenho nenhum medo de ser indiciado por coisa alguma. Como serei incriminado por algo que os peritos não sabem causa?
André criticou ainda atuação da polícia e prometeu uma recompensa de R$ 3 mil a quem fornecer pistas sobre Alex Sandro da Cunha Silva, o falso médico que prestou atendimento a Joanna no Hospital RioMar, na Barra. Estudante de medicina da Unigranrio, ele teve a prisão decretada, mas está foragido .
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