quarta-feira, 27 de outubro de 2010

"Joana: A menina Mártir"



Há pouco tempo publicamos um post sobre a Lei e Síndrome de "Alienação Parentais", sem saber que naquele exato momento, a menina Joana de 5 anos era vítima de sórdidos maus tratos cometidos pelo pai e madrasta.
Decidimos, na época abordar essa pauta, pouco repercutida na mídia, exatamente por perceber as implicações que a mesma traria na sociedade e relações familiares.
O pai monstro de Joana, técnico do Judiciário, usou da lei e do cargo que ocupa para conseguir a guarda da menina, alegando que impedimento da mãe da criança em visitá-la, ganhou na Justiça sua custódia.
Se valendo da influência da profissão "conseguiu" manipular laudos periciais psicológicos e pareceres favoráveis...
O desdobramento dessa decisão teve um fim trágico.
A lei precisa ser revista, não levaram em consideração a... como expresar? "Síndrome da madrasta de Cinderela", poderiámos nos alongar em fundamentar o que seria e o que implica essa síndrome, acho que ainda não catalogada...mas para um bom entendedor, pingo é letra, a própria evocação do personagem dá o tom semiótico.
Desde que o mundo é mundo, salvo raras exceções, madrastas têm ciúme de suas entiadas, principalmente se a entiada for menina e a mesma tiver filhos com o mesmo pai, é da natureza feminina proteger sua prole em detrinimento de crias não suas, os laços de sangue falam mais alto.
A Jurisprudência é farta em casos em que madrastas matam ou levam o pai a matar, taí a Ana Jotabá e agora mais essa tragédia....Quantas mais?
O Judiciário falhou feio nessa decisão ao não levar em consideração as circunstâncias reais que levaram a mãe a querer que sua filha não tivesse contato com o pai.
Á joana que sofreu horrores e pagou com a vida, dedicamos esse post, e clamamos por Justiça, para que outras Joanas, não tenham o memso destino Trágico.
O Estado foi tendencioso e conivente, é culpado pela morte cruel da menina, vamos aos fatos:


O Calvário ... dinâmica de um assassinato hediondo.
(Copy/past :Globo web)
RIO - Depois de três meses de investigações e 50 pessoas ouvidas como testemunhas, o delegado Luiz Henrique Marques Pereira, titular da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV), pendeu o pai da menina Joanna Marcenal Marins, de 5 anos, morta em agosto , pelo crime de tortura. O inquérito foi enviado nesta quinta-feira para o Ministério Público Estadual.
O delegado não confirmou, mas é possível que a Justiça decrete a prisão preventiva de André Rodrigues Marins.
Luiz Henrique Pereira explicou que durante as investigações ficou comprovado que a criança sofria maus tratos constantes. Ele encontrou fortes indícios de que o pai a torturava. O pai e a mãe de Joanna, Cristiane Cardoso Marcenal Ferraz, travavam uma batalha judicial pela guarda da criança desde 2004.
Quando morreu, a menina estava sob os cuidados do pai há um mês e vinte dias.
Uma das principais testemunhas do processo foi uma ex-babá contratada pelo pai de Joanna , que contou, em depoimento à delegada interina da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima, Gisele Brasil Vilarinho Faro, que em seu primeiro dia de trabalho se deparou com a criança no canto de um quarto, "deitada no chão, amarrada numa fita-crepe nos pés e nas mãos e toda suja de xixi e cocô (sic)".
Ela contou que, diante do seu espanto, o técnico judiciário disse que a menina estava "daquele jeito" por ter sofrido uma convulsão no dia anterior. Ele teria alegado ainda que seguia "recomendação médica".
A empregada contou também que Joanna não estava de fralda, apenas de calcinha e camiseta regata. A babá teria se oferecido para limpar a criança e colocá-la na cama, mas o pai teria argumentado que a menina sujaria tudo e sua mulher, madrasta de Joanna, Vanessa Maia, "não iria gostar". André teria dito que a filha era "especial".
A
psicóloga que atendeu Joanna em seus últimos dias de vida, porém, desmentiu a versão do pai . Segundo Lilian Araújo Paiva, Marins relatou que a menina se debatia muito durante à noite e acabava se ferindo. Ele teria perguntado, de acordo com Lilian, se poderia usar uma luvinha para evitar que Joanna se arranhasse:
- Disse que não via problema em usar uma luvinha, às vezes a gente faz isso para um bebê não se arranhar. Eu jamais diria para ele amarrar as mãos de Joanna. Nunca fiz isso. Laudo do IML apontou meningite viral como causa da morte
No dia 27 de setembro, conforme O GLOBO divulgou,
o laudo do Instituto Médico Legal apontou que a causa da morte de Joanna foi meningite causada pelo vírus da herpes.
O pai, que se manteve em silêncio até então, convocou uma entrevista coletiva para falar sobre o laudo,
o que causou indignação na mãe da menina .
- O laudo não me responsabiliza. Diz que a Joanna estava em situação de aparentes maus-tratos, mas não relacionou isso ao período em que estava comigo - afirmou André.
A respeito dos hematomas e marcas semelhantes a queimaduras encontradas no corpo da menina, o pai as atribui as sucessivas convulsões sofridas por Joanna:
- O laudo foi incapaz de identificar a origem dessas lesões. Por isso, não tenho nenhum medo de ser indiciado por coisa alguma. Como serei incriminado por algo que os peritos não sabem causa?
André criticou ainda atuação da polícia e prometeu uma recompensa de R$ 3 mil a quem fornecer pistas sobre Alex Sandro da Cunha Silva, o falso médico que prestou atendimento a Joanna no Hospital RioMar, na Barra.
Estudante de medicina da Unigranrio, ele teve a prisão decretada, mas está foragido .

Marcadores: , , , ,

terça-feira, 14 de setembro de 2010

"Alienação Parental: Crime e Castigo"



O presidente Lula , dia 26 de agosto de 2010, sancionou a Lei da Alienação Parental, 12.318.
A lei prevê medidas que vão desde o acompanhamento psicológico até a aplicação de multa, ou mesmo a perda da guarda da criança a pais que estiverem alienando os filhos.
"Alienação Parental" termo proposto por Richard Gardner, em 1985, para a situação em que a mãe ou o pai de uma criança a treina para romper os laços afetivos com o outro conjuge, criando fortes sentimentos de ansiedade e temor em relação ao outro genitor.

Ano passado assistimos chocados a notícia do pai que matou o filho de 5 anos e depois cometeu suicídio.
A carta que ele deixou, encontrada em cima de um móvel no quarto do advogado e professor de Direito da Universidade São Paulo (USP) Renato Ventura Ribeiro, fala em 'abreviar o sofrimento' e que o crime foi 'a maior demonstração de amor de um pai pelo filho'. A carta, digitada em computador, está sem assinatura e tem alguns trechos desconexos. Confira a íntegra do texto, atribuído ao advogado:


'Aos meus amigos.
Em primeiro lugar, saibam que estou muito bem e que a decisão foi fruto de cuidadosa reflexão e ponderação. Na vida, temos prioridades. E a minha sempre foi o meu filho, acima de qualquer outras coisa, título ou cargo.
Diante das condições postas pela mãe e pela família dela e de todo o ocorrido, ele não era e nem seria feliz. Dividido, longe do pai (por vontade da mãe) não se sentia bem na casa da mãe, onde era reprimido, inclusive pelo irmão da mãe, bêbado e agressivo, fica constrangido toda vez que falava mal do pai, a mãe tentando afastar o filho do pai etc.
A mãe teve coragem até de não autorizar a viagem do filho para a Disney com o pai, provando o filho do presente de aniversário com o qual ele já sonhava, para conhecer de perto o fantástico lugar sobre o qual os colegas da escola falavam. No futuro, todas as datas comemorativas seriam de tristeza para ele, por não poder comemorar junto com pai e mãe, em razão da intransigência materna.
Não coloquei meu filho no mundo para ficar longe dele e para que ele sofresse. Se errei, é hora de corrigir o erro, abreviando-lhe o sofrimento. Infelizmente, de todas as alternativas, foi a que me restou. É a menos pior. E pode ser resumida na maior demonstração de amor de um pai pelo filho. Agora teremos liberdade, paz e poderei cuidar bem do filho. Fiquem com deus!'


LEI Nº 12.318, DE 26 DE AGOSTO DE 2010
Dispõe sobre a alienação parental e altera o art. 236 da Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA

Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1 Esta Lei dispõe sobre a alienação parental.

Art. 2 Considera-se ato de alienação parental a interferência na formação psicológica da criança ou do adolescente promovida ou induzida por um dos genitores, pelos avós ou pelos que tenham a criança ou adolescente sob a sua autoridade, guarda ou vigilância para que repudie genitor ou que cause prejuízo ao estabelecimento ou à manutenção de vínculos com este.

Parágrafo único. São formas exemplificativas de alienação parental, além dos atos assim declarados pelo juiz ou constatados por perícia, praticados diretamente ou com auxílio de terceiros:

I - realizar campanha de desqualificação da conduta do genitor no exercício da paternidade ou maternidade;
II - dificultar o exercício da autoridade parental;
III - dificultar contato de criança ou adolescente com genitor;
IV - dificultar o exercício do direito regulamentado de convivência familiar;
V - omitir deliberadamente a genitor informações pessoais relevantes sobre a criança ou adolescente, inclusive escolares, médicas e alterações de endereço;
VI - apresentar falsa denúncia contra genitor, contra familiares deste ou contra avós, para obstar ou dificultar a convivência deles com a criança ou adolescente;
VII - mudar o domicílio para local distante, sem justificativa, visando a dificultar a convivência da criança ou adolescente com o outro genitor, com familiares deste ou com avós.

Art. 3 A prática de ato de alienação parental fere direito fundamental da criança ou do adolescente de convivência familiar saudável, prejudica a realização de afeto nas relações com genitor e com o grupo familiar, constitui abuso moral contra a criança ou o adolescente e descumprimento dos deveres inerentes à autoridade parental ou decorrentes de tutela ou guarda.

Art. 4 Declarado indício de ato de alienação parental, a requerimento ou de ofício, em qualquer momento processual, em ação autônoma ou incidentalmente, o processo terá tramitação prioritária, e o juiz determinará, com urgência, ouvido o Ministério Público, as medidas provisórias necessárias para preservação da integridade psicológica da criança ou do adolescente, inclusive para assegurar sua convivência com genitor ou viabilizar a efetiva reaproximação entre ambos, se for o caso.
Parágrafo único. Assegurar-se-á à criança ou adolescente e ao genitor garantia mínima de visitação assistida, ressalvados os casos em que há iminente risco de prejuízo à integridade física ou psicológica da criança ou do adolescente, atestado por profissional eventualmente designado pelo juiz para acompanhamento das visitas.

Art. 5 Havendo indício da prática de ato de alienação parental, em ação autônoma ou incidental, o juiz, se necessário, determinará perícia psicológica ou biopsicossocial.
§ 1 O laudo pericial terá base em ampla avaliação psicológica ou biopsicossocial, conforme o caso, compreendendo, inclusive, entrevista pessoal com as partes, exame de documentos dos autos, histórico do relacionamento do casal e da separação, cronologia de incidentes, avaliação da personalidade dos envolvidos e exame da forma como a criança ou adolescente se manifesta acerca de eventual acusação contra genitor.
§ 2 A perícia será realizada por profissional ou equipe multidisciplinar habilitados, exigido, em qualquer caso, aptidão comprovada por histórico profissional ou acadêmico para diagnosticar atos de alienação parental.
§ 3 O perito ou equipe multidisciplinar designada para verificar a ocorrência de alienação parental terá prazo de 90 (noventa) dias para apresentação do laudo, prorrogável exclusivamente por autorização judicial baseada em justificativa circunstanciada.

Art. 6 Caracterizados atos típicos de alienação parental ou qualquer conduta que dificulte a convivência de criança ou adolescente com genitor, em ação autônoma ou incidental, o juiz poderá, cumulativamente ou não, sem prejuízo da decorrente responsabilidade civil ou criminal e da ampla utilização de instrumentos processuais aptos a inibir ou atenuar seus efeitos, segundo a gravidade do caso:
I - declarar a ocorrência de alienação parental e advertir o alienador;
II - ampliar o regime de convivência familiar em favor do genitor alienado;
III - estipular multa ao alienador;
IV - determinar acompanhamento psicológico e/ou biopsicossocial;
V - determinar a alteração da guarda para guarda compartilhada ou sua inversão;
VI - determinar a fixação cautelar do domicílio da criança ou adolescente;
VII - declarar a suspensão da autoridade parental.
Parágrafo único. Caracterizado mudança abusiva de endereço, inviabilização ou obstrução à convivência familiar, o juiz também poderá inverter a obrigação de levar para ou retirar a criança ou adolescente da residência do genitor, por ocasião das alternâncias dos períodos de convivência familiar.

Art. 7 A atribuição ou alteração da guarda dar-se-á por preferência ao genitor que viabiliza a efetiva convivência da criança ou adolescente com o outro genitor nas hipóteses em que seja inviável a guarda compartilhada.
Art. 8 A alteração de domicílio da criança ou adolescente é irrelevante para a determinação da competência relacionada às ações fundadas em direito de convivência familiar, salvo se decorrente de consenso entre os genitores ou de decisão judicial.
Art. 9 ( VETADO)
Art. 10. (VETADO)
Art. 11. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 26 de agosto de 2010; 189º da Independência e 122º da República.
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Luiz Paulo Teles Ferreira Barreto
Paulo de Tarso Vannuchi

Trocando em miúdos, me lembrei de uma música, cerne do repertório brega brasileiro, que descreve bem o que é alienação parental em sua forma mais branda mas não menos sórdida...




Me desculpem mas não resisti de dividir também com vocês esse achado cúmulo da escolhambação típico de nosso divertido povo brasileiro da qual me incluo...mas rir é bom para desopilar o fígado, se você for muito extremamente politicamente correto melhor não assistir o vídeo abaixo, é que esse assunto de tão cabeludo que é, carece espairecer um tiquinho...


Marcadores: , , ,