sábado, 11 de dezembro de 2010

"Terra-Madre Day"

Em 10 de dezembro de 2010 comemoramos o Terra Madre Day , mais de 150 mil pessoas ao redor do mundo festejam a comida plantada e colhida em seus locais de origem , são mais 1000 intervenções e mobilizações sociais nos mais diversos países planeta afora.
Eventos realizados para aproximar produtores de consumidores e para promover o alimento bom, limpo e justo!

Nessas Terras abençoadas pela fartura do sul da Bahia, Caminhas bem descreveu sua fertilidade, assim que deu de cara: "Em se plantando tudo dá". Acima frutos da colheita, tudo orgânico sem uso de agrotóxicos e colhido dos arredores, por pessoas almas boas, como a risonha sempre feliz Dona Santinha da feirinha e sua família assentada no Projeto de Vale Verde. No domingo agora estamos indo passar o dia lá na "Galinhada da parideira" de seu primeiro neto, registraremos aqui no blog.


Fundada em 1989, 0 Slow Food é uma associação internacional sem fins lucrativos, como resposta aos efeitos padronizantes do fast food; ao ritmo frenético da vida atual; ao desaparecimento das tradições culinárias regionais; ao decrescente interesse das pessoas na sua alimentação, na procedência e sabor dos alimentos e em como nossa escolha alimentar pode afetar o mundo.

Em Arraial d'Ajuda a filosofia "slow-food" é colocada em prática , e hoje foram compartilhados saberes, boa comida, alto astral, alegria, produtos da fartura dessa terra generosa de delícias.


Acima, alguns dos membros ativistas que desenvolvem na prática, o conceito "slow-food" em Arraial d'Ajuda, da direita para esquerda, o rapaz do berrante, tem uma horta simplesmente paradisiáca, Adelson da Nicole uma austriáca retada e irmanzinha do restaurante "Rosa dos Ventos". O símpático casal Roberto e Léo Faria, bar e restaurante da Pitinga (barraca do faria), a nutricionista fera na ciência de comer bem Nara e Marina ativista e esposa do mentor do movimento em Arraial d'Ajuda , proprietários do Cine Teatro Fellini, lounge music wine bar e slow food no beco das cores. De chapéu é o Dom Fabrízio, do Restaurante de mesmo nome, italiano, palestrando sobre o tema.
O garotinho é o Hermano, filho da Marina e do Luigi. Me deu aquele cacho de bananas pendurado de presente. Amei.

A trilha sonora de música da roça, forró de raiz.
A sanfoneira, mnc na viola puxando o coro, Sr Zé buião no banjo e seu filho Marcos Zamerim de vozerão largo e atabaque. O panderista não sei bem que ele é, chegou lá puxou do pandeiro ao alcance ...




No fim da tarde, uma agradável surpresa, o menino reciclador e beneficiador de fibra de côco, mais adiante vamos aprofundar nesse tema... deu um show no seu sax, instrumento sexy né? A gracinha é que ele tocou bossa nova com molejo brasileiro, não nasceu aqui no Brasil, acompanhado do banjo do Sr Zé Buião e seu filho no atabaque além do pandeirista...

Acima o Sr Luigi Pasculli, precurssor do movimento slow-food Arraial d'Ajuda: "Convivium Slow Food".
O balanço que fazemos desse evento é extremamente positivo, tudo a ver com nossa busca por melhor qualidade de vida, somos o que comemos.
Falando em comida fechando o nosso post de hoje: um you-tube dos Titãs...
Boa pergunta: Você tem fome de quê???








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domingo, 17 de outubro de 2010

CARTA ABERTA A MARINA SILVA, por Marcos Arruda




Fragmento do documentário "A Grande partida, anos de chumbo"


Estimada Marina,

e companheiros que a apoiam nesta valorosa luta para mudar as relações de poder no Brasil.
Primeiro, um efusivo abraço de parabéns pela votação importante obtida no primeiro turno.

Segundo, uma breve reflexão sobre o processo de decisão do que fazer no segundo turno.

Com toda a militância que apoiou a sua campanha, seria oportuno fazer uma articulação avaliativa da mesma.
A avaliação é uma reflexão crítica sobre o que perdemos, o que ganhamos e por quê. Serve para aprendermos as lições da prática vivida e para planejar junto os próximos passos.
O avanço da causa promovida por você, cara Marina, mostra que ela é compartilhada por muita gente mesmo.

E muita outra gente que também apóia essa causa só não votou em você para votar útil, impedindo que o Serra vencesse.
Portanto, os números que emergiram das urnas garantem sua liderança política nacional e comprovam a sensibilidade de parte importante da população para o tema ecológico, e para uma forma gentil e firme de liderança feminina que você transmitiu com grande força de persuasão.

Com toda esta força, Marina, é o momento de pensarmos no BEM do Brasil,pois o segundo turno vai selar o destino do País pelos próximos quatro, e talvez mesmo oito anos.
Com isto em vista, não tenho dúvidas em participar da campanha da Dilma no segundo turno, tendo em vista que a vitória do Serra e do PSDB seria arrasadora para o Brasil.

Temo por uma nova onda de privatizações, que agora atinjam a Petrobrás, o Banco do Brasil, o aprofundamento da entrega das nossas riquezas naturais a corporações transnacionais (seja de base estrangeira, como as medusas famintas de petróleo, ou brasileira, como a Vale, a Votorantim, etc.), os esquemas de corrupção da frente de direita que governou o Brasil durante a era FHC, o mega endividamento público, a idéia fixa do crescimento ilimitado, com a destruição ambiental dele decorrente, etc.

Não podemos deixar, nem muito menos contribuir, para que isto venha a acontecer! Confesso que vou divulgar esta minha posição sem nenhum entusiasmo. Minha motivação é negativa: impedir que o Serra-FHC-PSDB et catreva ganhe o governo federal.
Mas temos que fazer isto neste momento, não há escolha para nós que amamos o Brasil e o nosso povo. Pois meu horizonte é bem mais amplo e ambicioso, como vc pode ver nos três artigos em anexo, publicados no boletim eletrônico do PACS, Massa Crítica, que pode ser útil para pensar os próximos passos.

Minha convicção é que temos que trabalhar para ir criando,desde já, uma "economia do amor", centrada na VIDA e não no lucro, que reconcilie os seres humanos entre si e com a Terra-Mátria!

Este é o meu sentimento, que eu, modestamente, desejo compartilhar com vc.

Um abraço e minha disponibilidade para colaborar com vocês, se for na perspectiva que enunciei acima.
Marcos Arruda

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