terça-feira, 19 de outubro de 2010

VEJA de grátis! VEJA você...Quem diria?


Milhares de lares mineiros foram visitados por cordiais cabos eleitorais, paramentados de uniformes com a logo-marca da revista VEJA e agraciados com o último exemplar da revista VEJA, com essa capa aí de cima...como as imagens falam por si vamos pular essa parte.
O conteúdo é nem um pouco subliminar, escancararam mesmo, uma bajulação aos eleitores das Alterosas, tudo para conquistar os votos que o Serra precisa.
O Aecinho removedor de montanhas, o homem que vai descolar os 3 milhões de votos que faltam ao Serra.
Será o Benedito? O tio Dornelles, irmão do vô Tancredo e aliado do Aécio (óbvio), mineiramente fechou com a Dilma. Via de dúvidas é sempre bom ter um pezinho dentro.
"A esmola quando é demais o Santo desconfia", nas conversas de pé de ouvido, o assunto da cidade ontem foi a súbita generosidade da editora da revista em distribuir exemplares gratuitamente sem nem ter que ir na banca de jornal... comodamente na porta de casa.
Temos uma rede de amigas e amigos aqui, e todos surpresos estranhamos...sabe como é né? Mineiro é desconfiado...Abstraindo das razões ocultas dessa dádiva repentina.
A medida que fomos lendo os exemplares, percebemos que não diferenciavam dos panfletos de santinhos de propoganda eleitoreira, só que numa escala gigantesca.
Uma amiga me ligou indignada com o Mainardi... Ardiloso mistura um filme passado na Bulgária terra do pai da Dilma inventando uma biografia a prtir da ficção.
Pensava que com sua nova privada, decantada em verso e prosa em sua coluna semanal, não uma latrina comum. Um trono cagador para Vips carérrimo, latrina para milionários de limpar fiofó com água morna automáticamente (deve fazer até côcegas), o cagão ficaria mais criativo.
É a VEJA vendendo seu peixe-tucano.
Como se o povo Mineiro fosse bôbo.
A que ponto chegamos...




Laranja Madura (saudoso Ataulfo Alves, mineiro)

Voce diz que me da casa e comida
Boa vida e dinheiro prá gastar
O que é que há, minha gente o que é que há?
Tanta bondade que me faz desconfiar
Laranja madura na beira da estrada
Tá bichada Zé ,...ou tem marimbondo no pé
Santo que vê muita esmola na sua sacola
Desconfia e não faz milagres não
Gosto de Maria Rosa mas quem me dá prosa é Rosa Maria
Vejam só que confusão
Laranja madura na beira da estrada
Tá bichada Zé ou tem marimbondo no pé

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domingo, 17 de outubro de 2010

CARTA ABERTA A MARINA SILVA, por Marcos Arruda




Fragmento do documentário "A Grande partida, anos de chumbo"


Estimada Marina,

e companheiros que a apoiam nesta valorosa luta para mudar as relações de poder no Brasil.
Primeiro, um efusivo abraço de parabéns pela votação importante obtida no primeiro turno.

Segundo, uma breve reflexão sobre o processo de decisão do que fazer no segundo turno.

Com toda a militância que apoiou a sua campanha, seria oportuno fazer uma articulação avaliativa da mesma.
A avaliação é uma reflexão crítica sobre o que perdemos, o que ganhamos e por quê. Serve para aprendermos as lições da prática vivida e para planejar junto os próximos passos.
O avanço da causa promovida por você, cara Marina, mostra que ela é compartilhada por muita gente mesmo.

E muita outra gente que também apóia essa causa só não votou em você para votar útil, impedindo que o Serra vencesse.
Portanto, os números que emergiram das urnas garantem sua liderança política nacional e comprovam a sensibilidade de parte importante da população para o tema ecológico, e para uma forma gentil e firme de liderança feminina que você transmitiu com grande força de persuasão.

Com toda esta força, Marina, é o momento de pensarmos no BEM do Brasil,pois o segundo turno vai selar o destino do País pelos próximos quatro, e talvez mesmo oito anos.
Com isto em vista, não tenho dúvidas em participar da campanha da Dilma no segundo turno, tendo em vista que a vitória do Serra e do PSDB seria arrasadora para o Brasil.

Temo por uma nova onda de privatizações, que agora atinjam a Petrobrás, o Banco do Brasil, o aprofundamento da entrega das nossas riquezas naturais a corporações transnacionais (seja de base estrangeira, como as medusas famintas de petróleo, ou brasileira, como a Vale, a Votorantim, etc.), os esquemas de corrupção da frente de direita que governou o Brasil durante a era FHC, o mega endividamento público, a idéia fixa do crescimento ilimitado, com a destruição ambiental dele decorrente, etc.

Não podemos deixar, nem muito menos contribuir, para que isto venha a acontecer! Confesso que vou divulgar esta minha posição sem nenhum entusiasmo. Minha motivação é negativa: impedir que o Serra-FHC-PSDB et catreva ganhe o governo federal.
Mas temos que fazer isto neste momento, não há escolha para nós que amamos o Brasil e o nosso povo. Pois meu horizonte é bem mais amplo e ambicioso, como vc pode ver nos três artigos em anexo, publicados no boletim eletrônico do PACS, Massa Crítica, que pode ser útil para pensar os próximos passos.

Minha convicção é que temos que trabalhar para ir criando,desde já, uma "economia do amor", centrada na VIDA e não no lucro, que reconcilie os seres humanos entre si e com a Terra-Mátria!

Este é o meu sentimento, que eu, modestamente, desejo compartilhar com vc.

Um abraço e minha disponibilidade para colaborar com vocês, se for na perspectiva que enunciei acima.
Marcos Arruda

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